Publicado em 9/29/2014 12:11:00 PM

Bombeiros ensinam procedimentos de emergência em conjunto habitacional

Ação faz parte do trabalho social realizado pela Cohab

Moradores do conjunto Residencial Imbuia II, no Santa Cândida, participaram de uma atividade desenvolvida pelo Corpo de Bombeiros no último final de semana, com objetivo de prevenir acidentes e de como proceder em situações de emergência.

A ação faz parte do trabalho de pós-ocupação realizado pelo serviço social da Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab) e está ocorrendo nos empreendimentos Aroeira e Imbuia – entregues em julho para inscritos na fila da Cohab e moradores transferidos de áreas de risco. A iniciativa do treinamento é da Câmara Técnica Moradia Segura, um dos componentes de atuação do Grupo de Gestão Integrada de Segurança do município.

Segundo o sargento Slomuszynski, do Corpo de Bombeiros, a primeira atitude a ser tomada em caso de emergência é ligar para o órgão responsável em atendê-la, por isso é importante saber para quem ligar de acordo com cada ocorrência. “É preciso conhecimento de qual órgão é o mais indicado para cada situação. Isso agiliza o atendimento e o ganho de tempo é fundamental em emergências”, explica.

Em casos de mal-estar relacionado a saúde a ligação deve ser para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, o Samu (192). “Em casos clínicos como dores no peito que podem ser sintomas de problemas no coração, desmaio, hemorragias, convulsões e intoxicação o órgão a ser chamado é o Samu”, diz Slomuszynski. Já o Siate (193) deve ser acionado quando acontecem traumas e ferimentos. “Aqui podemos incluir acidentes de trânsito com feridos, vítimas de arma branca ou de fogo, quedas com fraturas, ataques de animais e choques elétricos graves”, completa.

Procedimentos
Após ligar para o órgão responsável é necessário agir até a chegada do socorro. Na palestra dos bombeiros, os moradores aprenderam alguns procedimentos a serem tomados em determinadas situações como engasgamento, crises convulsivas e queimaduras. Os presentes puderam sanar suas dúvidas em relação às diferentes situações.

A moradora do Residencial Imbuia II, Lucilene de Bastos Assis, destacou a importância destes conhecimentos ao recordar uma situação que viveu há 12 anos. “Meu filho tinha 15 dias e acabou se engasgando com refluxo depois de mamar. Quando eu vi, ele estava todo roxo sem conseguir respirar. Em pânico fiquei sem saber o que fazer. No desespero levei ele pra minha vizinha e se não fosse por ela, que conhecia os procedimentos, hoje ele não estaria entre nós”, conta.

O correto nestas situações é virar o bebê de barriga para baixo e bater levemente nas costas para desobstruir as vias respiratórias. No caso de queimaduras, mitos como o de passar pasta de dente ou pó de café foram desmentidos. O melhor é somente colocar água fria para refrescar. Nas crises convulsivas o certo é afastar os móveis e cuidar para a pessoa não bater a cabeça.

Incêndio
Na ocorrência de incêndios a primeira ação deve ser, segundo o sargento, desligar a chave geral da energia elétrica. “Isto evita que os estragos tomem proporções ainda maiores. O ideal, no caso de um condomínio é dividir as tarefas. Enquanto um liga para os Bombeiros, outro desliga a energia. É importante não entrar em desespero”, afirma.

Os presentes aprenderam a diferença entre os dois tipos de extintores existentes no conjunto. O de água não deve ser usado em cima de nada que envolva parte elétrica, como geladeiras, motores, fiação, pelo risco de causar um curto-circuito. Nessas situações usa-se o de pó químico. Em seguida os moradores presenciaram uma demonstração de como utilizar a mangueira contra incêndios.

O síndico do condomínio de 80 apartamentos, Alexsandro Vieira da Rosa, 34 anos, participou da palestra e disse que pretende montar uma brigada de incêndio no conjunto. “Ações como esta são muito importantes para levar mais conhecimento aos moradores. Eu, como já fui brigadista, sei da relevância e por isso quero montar uma brigada aqui, com pelo menos dois responsáveis em cada um dos cinco blocos de apartamentos. Nada vale mais do que a segurança das famílias”, finaliza.

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