Publicado em 11/4/2014 5:28:05 PM

212 famílias recebem moradias no Santa Cândida

Sobrados e apartamentos dos residenciais Aroeira e Imbuia vão atender moradores de áreas de risco e inscritos na fila da Cohab

Mais 212 famílias curitibanas conquistaram imóvel próprio nesta terça-feira (04). Elas receberam as chaves de sobrados e apartamentos dos residenciais Aroeira e Imbuia, empreendimentos construídos no bairro Santa Cândida com recursos do programa Minha Casa Minha, Vida, do governo federal. Foram atendidas famílias com renda até R$ 1,6 mil inscritas na fila da Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab) e moradores retirados de áreas de risco.

O evento de entrega das moradias contou coma  participação do prefeito Gustavo Fruet. “Nós assumimos a Prefeitura com graves problemas financeiros, mas mesmo assim estamos priorizando setores fundamentais como a habitação. Hoje completamos 8.200 unidades entregues e contratadas. É um investimento em habitação nunca antes visto na cidade”, disse o prefeito.

Foram entregues 144 apartamentos, divididos em nove blocos, para os inscritos na fila e mais 68 sobrados destinados a famílias que viviam em situação de risco social nas vilas Santos Andrade, no Campo Comprido, e Autódromo, no Cajuru. Caso do massagista esportivo Amílton dos Santos, 54 anos. Ele, a esposa, a filha e o neto moravam em situação precária na vila Santos Andrade.

A mudança para o novo sobrado acontece já nesta quarta-feira (05). “Estou esperando por isso há 20 anos, a alegria nem cabe em mim. Morar no que é meu, não existe orgulho maior. A vida começa hoje, não vou nem olhar para trás. O que passou não existe mais, só existe o de agora em diante. Daqui ninguém me tira, essa casa vai ficar para os netos”, ressalta Amílton.

O evento de entrega das 212 moradias contou com a presença do presidente da Cohab, Ubiraci Rodrigues; do gerente regional da Caixa Econômica Federal, Wilton Cabral; do secretário municipal do abastecimento Aldo Fernando Klein Nunes, do presidente do IPPUC, Sérgio Pires, e do diretor financeiro da Cohapar, Luciano Valério Machado.

Emprendimento - Os residenciais Aroeira e Imbuia são empreendimentos vizinhos, que somados totalizam 1.000 unidades habitacionais. Além das 212 liberadas nesta terça-feira, outras 480 haviam sido entregues em julho, restando 308 moradias que serão ocupadas até o fim do ano. O investimento global na execução dos dois empreendimentos soma R$ 54,8 milhões.

As 1.000 unidades totais são distribuídas em 11 condomínios, que contam com áreas de estacionamento, recreação, guarita e salão de festas com churrasqueira. Os projetos dos empreendimentos incluíram a preservação de um bosque e o plantio de 2.800 mudas de árvores de espécies nativas, para adensamento da mata ciliar do fundo de vale que margeia os conjuntos e também para dar mais vida à área interior dos condomínios.

Para melhorar o acesso aos condomínios, a Prefeitura investiu R$ 3,4 milhões na pavimentação de 2,9 quilômetros das ruas Paulo Kulik, Thereza Lopes Skroski, Walace Landal e Estevão Manika. Na fase de obras, o município  concedeu incentivos fiscais e construtivos para viabilizar a execução dos projetos e garantir o atendimento habitacional à faixa mais carente da população.

A Cohab fez a articulação entre a Prefeitura, Caixa Econômica Federal e empresa construtora e atuou na identificação e cadastramento da demanda. Além disso, preparou as famílias para o processo de mudança e para a vida em comunidade e vai auxiliar no reassentamento e acompanhamento social dos moradores por um período de seis meses após a transferência para a casa nova.

Subsídio – Tanto as famílias da fila quanto as reassentadas assinaram contrato de aquisição das unidades com a Caixa Econômica Federal. As moradias têm um custo de até R$ 55 mil, no entanto, as famílias pagarão no máximo R$ 9,6 mil ao longo do período de 10 anos, porque o programa MCMV prevê subsídio aos compradores, para possibilitar que a faixa mais carente da população tenha acesso ao imóvel próprio.

Os moradores dos dois residenciais pagarão prestações mensais entre R$ 25 e R$ 80 (ou o equivalente a 5% da renda familiar) e, ao final do prazo de 10 anos, o imóvel será quitado. Entretanto, a venda para terceiros é proibida. Caso isso ocorra, a família será desligada do programa e não poderá mais ter acesso a um novo imóvel em qualquer local do território nacional.

A manicuri Adriana Szelemei, 33 anos, vai pagar prestações de R$ 45 para adquirir um apartamento no Imbuia I, onde vai viver com os dois filhos, Gustavo de nove anos e Nicole de um ano e onze meses. Atualmente a família mora em um apartamento de um conhecido, pagando aluguel de R$ 300 mensais.

Adriana já tem planos para o dinheiro que vai economizar. “Minha vida vai mudar bastante, principalmente na questão financeira. Como a parcela do apartamento é baixa, vou poder realizar outro sonho, o de voltar a estudar. Quero fazer faculdade de enfermagem”, afirma. Sobre o novo lar, elogios. “Ficou lindo o conjunto, tudo muito bem feito”, disse.

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