Publicado em 11/6/2014 4:46:46 PM

Famílias deixam condição precária e são transferidas para novos sobrados no Santa Cândida

Residencial Aroeira está sendo ocupado por moradores reassentados de áreas de risco

A Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab) realizou nesta semana o reassentamento de 68 famílias, que deixaram a situação insalubre em que viviam na vila Santos Andrade, no Campo Comprido, e foram transferidas para novos sobrados construídos no Santa Cândida. O conjunto que recebeu os novos moradores é o Residencial Aroeira III, que faz parte das 212 moradias entregues pelo prefeito Gustavo Fruet na última terça-feira (04).

A operação de reassentamento coordenada pela Cohab iniciou na segunda-feira (03) e foi concluída nesta quinta-feira (06). Em média foram transferidas 17 famílias por dia. A Companhia forneceu os caminhões de mudança e a mão de obra para auxiliar os moradores no processo.

As casas onde viviam os reassentados foram demolidas após a transferência para o novo lar. “A demolição é importante porque evita a ocorrência de uma nova ocupação indevida no local, que é impróprio para habitação”, explica o presidente da Cohab, Ubiraci Rodrigues.

A vila Santos Andrade começou a se formar há mais de 50 anos nas margens do córrego Mossunguê, um afluente do rio Barigui. “A água era limpinha e cheia de peixe”, relembra a líder comunitária Rosenilda de Paula, nascida e criada no local. Com a chegada de cada vez mais moradores, o crescimento da vila ocorreu de maneira desordenada. As casas precárias foram construídas muito próximas umas das outras e esse adensamento demasiado, aliado à falta de infraestrutura, logo trouxe problemas.

As moradias praticamente empilhadas impediam o alargamento das vielas e a pavimentação. A proximidade com o rio tirava o sossego em virtude dos riscos de enchentes. “A gente vivia no meio da lama e dos ratos. Quando chovia muito, a água invadia nossas casas. Era tão úmido por baixo da casa que chegava a molhar o tapete que tinha no chão”, conta Sílvio dos Santos, 42 anos, dos quais 25 vividos na vila.

Ele e a esposa Jéssica Cherner, 18 anos, se mudaram para o novo sobrado nesta quinta-feira (06). “A vida vai melhorar bastante aqui. Eu sempre quis deixar a casa organizada, mas lá não tinha como, era muita sujeira. Agora quero ter orgulho de receber as visitas, mas o melhor mesmo é não precisar se preocupar com as chuvas”, destaca ela.

Os beneficiados vão pagar prestações entre R$ 25 e R$ 80 (5% da renda familiar) pelo prazo de dez anos. Após este período o imóvel estará quitado.

Empreendimentos
O Residencial Aroeira III faz parte de um complexo habitacional que totaliza mil moradias, entre casas, sobrados e apartamentos. São os Residenciais Aroeira e Imbuia, construídos com investimento de R$ 54,8 milhões, recursos do programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal.

O Residencial Aroeira, com 440 unidades está sendo destinado para famílias reassentadas de áreas de risco social, enquanto o Residencial Imbuia, com 560 unidades está sendo ocupado por inscritos na fila da Cohab com renda até R$ 1,6 mil. Das mil moradias, 480 estão habitadas desde julho, outras 212 foram liberadas nesta semana, restando 308 que serão entregues até o final do ano.

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