Publicado em 11/11/2014 5:23:21 PM

Mais de mil famílias serão beneficiadas com novas moradias e obras de urbanização no Cajuru

Deste total, 213 que vivem em beira de rio receberão novas casas de alvenaria

Um projeto de urbanização está mudando a realidade de 1.200 famílias que vivem na Vila Acrópole – ocupação irregular situada no Cajuru, com parte de seus domicílios na  margem do rio Atuba. A intervenção coordenada pela Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab) está beneficiando cerca de quatro mil pessoas com a pavimentação de ruas, instalação das redes de drenagem, água e esgoto, além da construção de novas moradias.

O investimento total na execução do projeto é de R$ 18,3 milhões, sendo R$ 669 mil do Fundo Municipal de Habitação de Interesse Social (FMHIS) e a maior parte, R$ 17,6 milhões, financiada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Entre as 1.200 famílias locais cadastradas pelo serviço social da companhia, 213 estão vivendo em situação precária na beira do rio, onde enfrentam a ocorrência de frequentes alagamentos. Elas serão reassentadas em novas casas e sobrados construídos nas proximidades da ocupação, em áreas que não oferecem perigo de enchentes.

Casas novas
Para efetuar a transferência dos moradores que estão dentro da área de risco está sendo construído um novo empreendimento habitacional – o Moradias Alamanda, com 75 unidades. Ainda em fase de terraplanagem, o conjunto será composto por 13 casas térreas e 62 sobrados.

Em fase mais adiantada se encontram as novas casas que estão sendo construídas em lotes vagos na própria Vila Acrópole. Serão 99 moradias, das quais boa parte já está erguida. O reassentamento das 213 famílias que estão em condições insalubres será completado com 39 unidades do Moradias Irati, também nas proximidades da ocupação. Neste empreendimento, 21 casas já foram entregues aos moradores e 18 estão em construção.

“Estas famílias poderão manter o vínculo que criaram com o bairro onde moram, mas ganharão em qualidade de vida, pois vamos assegurar a infraestrutura necessária para que estejam inseridas na cidade formal. As que permanecerem em suas casas atuais vão receber obras de urbanização e a titulação dos lotes em que vivem”, explica o presidente da Cohab, Ubiraci Rodrigues.

Após o reassentamento das famílias para as novas moradias será feita a recuperação ambiental das margens do rio. Na área desocupada serão implantadas três canchas de futebol, um parquinho infantil, quatro locais para descanso e 600 metros de calçada compartilhada para pedestres e ciclistas, além do plantio de grama e mil mudas de árvores nativas para recompor a vegetação ciliar.

As 985 famílias que estão em local sem restrições para uso habitacional serão atendidas com obras de infraestrutura. Estão sendo instalados oito quilômetros de galerias pluviais e quase seis quilômetros de redes de esgoto. Serão pavimentadas quase cinco quilômetros de vias que ainda são de saibro e após a conclusão destas obras as famílias serão beneficiadas com a regularização fundiária, o que vai garantir a elas as escrituras de seus terrenos.

Expectativa
A dona de casa Cláudia Eliete da Silva, 25 anos, não esconde a vontade de ser transferida para uma casa nova. Ela, o marido e um casal de filhos, vivem no local há sete anos. “Não vejo a hora de sair daqui, é uma vida muito difícil. Minha casa está caindo, o assoalho dá até receio de pisar. Tenho medo que um dia abra um buraco no chão e uma das crianças se machuque. As tábuas estão apodrecendo, não tenho esgoto, a situação é horrível, mas não temos para onde ir. O dia em que ficar pronta minha casa nova será o  mais feliz da minha vida. Quero ter orgulho do meu lar”, diz.

O aposentado Benedito Antônio da Silva, 56 anos, mora há mais de duas décadas na vila Acrópole, com a esposa Vera da Silva, 39. Segundo conta, ele foi um dos primeiros a chegar no local. Apesar dos anos de sofrimento com a ocorrência de alagamentos, o pior para eles é a falta de um endereço oficial. “Aqui não chega correio, é como se a gente não existisse. Qualquer coisa que peça comprovante de residência nós não podemos. Isso é muito triste, chega a ser humilhante”, diz ele.

O casal está na expectativa da mudança para a casa nova. “Lá vai ficar muito melhor. Vou poder arrumar a casa, deixar tudo limpo, coisa que aqui não tem jeito. Mas a maior vitória é ter um endereço. Finalmente vamos ser reconhecidos como gente”, destaca ela.

« voltar
 

Rua Barão do Rio Branco, 45 - Centro - Curitiba - PR | CEP: 80010-180 | Fone: 0800-413233 - (41) 3221-8100

Desenvolvido por GPA'prospera