Publicado em 11/12/2014 5:23:33 PM

Famílias que serão reassentadas visitam seus futuros apartamentos no Parolin

Empreendimento Residencial Esperança está sendo construído para abrigar moradores que estão em situação de risco social

Oitenta famílias que vivem em situação de risco na Vila Parolin visitaram, nesta quarta-feira (12), os apartamentos onde serão reassentadas. O empreendimento chamado Residencial Esperança está em obras na rua Lamenha Lins e será destinado para moradores que estão vivendo em condições precárias, boa parte nas margens do rio Vila Guaíra.

A visita contou com a participação do presidente da Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab), Ubiraci Rodrigues. “Quando apresentamos este projeto algumas pessoas desacreditaram, afirmaram que a população do Parolin não teria condições de morar em apartamentos. Mas a Cohab insistiu na ideia e hoje o conjunto está de pé. Confiamos que a comunidade irá se adaptar a esta nova realidade, e para isso poderá contar com o suporte de nosso serviço social”, disse o presidente.

A obra representa investimento de R$ 6,4 milhões – dos quais R$ 5,1 milhões são recursos do programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, R$ 1,1 milhão vem do Fundo Municipal de Habitação de Interesse Social (FMHIS) e R$ 240 mil do governo do estado. Os 80 apartamentos estão distribuídos em cinco blocos. Nas áreas comuns haverá estacionamento, salão de festas e parquinho infantil.

As famílias que serão atendidas possuem renda mensal de até R$ 1,6 mil. Os apartamentos de dois quartos terão um custo de R$ 67 mil, porém os moradores terão subsídio para a compra. Eles pagarão parcelas mensais entre R$ 25 e R$ 80 (equivalente a 5% da renda) pelo prazo de 10 anos. Após este período o imóvel estará quitado. Portanto, os beneficiados pagarão o valor máximo de R$ 9,6 mil pelo apartamento.

Esperança
O nome do novo conjunto expressa o sentimento dos futuros moradores, que escolheram, em votação, a denominação. As irmãs Maria Aparecida Vieira, 64 anos e Maria José Vieira, 62, têm esperança de dias melhores a partir da mudança para os apartamentos. Maria José não escondeu a emoção ao entrar no cômodo onde será o banheiro. “Até hoje tomamos banho de bacia, não temos banheiro em casa. Nem sei explicar o que estou sentindo, nunca tive um banheiro. Finalmente vamos ter dignidade. É uma benção”, declarou.

As irmãs vivem em uma moradia precária no chamado Morro do Sabão. Em dois cômodos moram elas, mais o marido e o filho de Maria Aparecida. Para amenizar um pouco a falta de espaço, Maria José conseguiu alugar nas proximidades um quarto para ela, onde vai residir até os apartamentos ficarem prontos.
Maria Aparecida espera ansiosa o dia em que poderá convidar os parentes de fora. “Vivendo desse jeito dá vergonha de convidar qualquer pessoa, mas no apartamento vai ser diferente. Vai estar sempre limpo e pronto para receber visitas. É um sonho antigo mudar para um lugar melhor”, destaca.

A doméstica Maria Eunice dos Santos, 43 anos, garante que os novos moradores vão manter o condomínio limpo e bem cuidado. “Tem gente que acha que na favela todo mundo é relaxado, mas isso não é verdade. Vamos pegar um conjunto novinho, então precisa batalhar para deixar tudo sempre limpo, em ordem. Um ajudando o outro tenho certeza de que a vida vai melhorar para todos”, afirma.

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