Publicado em 11/14/2014 3:54:05 PM

Secretaria da Saúde capacita técnicos da Cohab para combate a dengue e leptospirose

Assistentes sociais e técnicos ambientais vão aplicar os conhecimentos nas áreas de atuação

Técnicos da Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab) participaram de uma capacitação ministrada pelo Centro de Saúde Ambiental, da Secretaria Municipal de Saúde. O objetivo da ação realizada esta semana foi repassar aos profissionais que atuam nas áreas de intervenção da Cohab conhecimentos que auxiliem no controle da dengue e da leptospirose.

Participaram assistentes sociais e técnicos ambientais que trabalham nos projetos de urbanização de favelas coordenados pela Cohab. Nesta quinta-feira (13), os conhecimentos foram aplicados em duas áreas de atuação da companhia. Na vila Uberlândia, que faz parte do projeto de urbanização da bacia do rio Formosa e na vila Nori, no Pilarzinho, as comunidades aprenderam a produzir com garrafas pet vasos de flores anti-dengue.

Os pratos que ficam embaixo dos vasos convencionais configuram um potencial criadouro do mosquito da dengue. Os vasos de garrafa pet acabam com este problema, pois não precisam de pratos. O excesso de água que atravessa a terra fica totalmente isolado, impossibilitando que o mosquito deposite ali seus ovos.
A fabricação é simples, basta uma garrafa pet e uma tesoura. Para ficarem mais bonitos, os vasos foram pintados com tinta guache. Além do vaso que eles mesmos produziram, os participantes receberam mudas de flores para levarem para casa. A dona de casa Ana Cristina Gonçalves, 37 anos, aprovou a iniciativa. “Achei maravilhoso, não conhecia estes vasinhos. É fácil de fazer e fica um enfeite muito bonito. Pretendo ensinar minha filha e junto com ela fazer outros para ter em casa”, afirma.

Silmara Veuldolin, 33 anos, destaca a importância da conscientização. “Além de ser um vaso bonito, é importante para evitar que o mosquito da dengue se crie. Aqui na vila as casas são muito perto uma da outra, então todos tem que colaborar. Um mosquito que se crie na minha casa pode picar alguém da vizinhança, então cuidar é uma obrigação de todos”, reforça.

Capacitação
A Cohab coordena o plano municipal de urbanização de favelas, com atuação em assentamentos precários que se formaram desordenadamente com o passar dos anos. Boa parte destas ocupações está localizada nas margens de rios, em áreas sujeitas a alagamentos e sem ligação à rede de esgoto. Tais condições são propícias para o aumento na população de roedores que transmitem a leptospirose e as moradias precárias também apresentam alto risco de formação de potenciais criadouros do mosquito da dengue.

“A ideia de capacitar o pessoal da Cohab surgiu no trabalho de campo, quando os técnicos da companhia encontraram a equipe de controle da dengue. Em uma conversa informal foi detectada a relevância deste trabalho, para multiplicar o conhecimento e evitar que mais pessoas contraiam estas perigosas doenças", explica o diretor do Centro de Saúde Ambiental, Luiz Armando Erthal.

Leptospirose
Doença transmitida pela urina dos ratos, a leptospirose, assim como a dengue, pode levar a morte. Áreas sujeitas a alagamentos, próximas a rios, córregos e com acúmulo de lixo, criam ambiente favorável à infestação de roedores. Em Curitiba temos 114 áreas de risco nas nove regionais da cidade. Nas ocupações irregulares em que a Cohab atua é grande a incidência de ratos, o que eleva o perigo da contaminação.

De acordo com os técnicos do Centro de Controle de Zoonoses, um roedor necessita de quatro itens para se instalar num local – acesso, abrigo, água e alimento. Por isso algumas medidas são importantes para diminuir a população de ratos, como manter o ambiente limpo, sem restos de comida, fechar vão e buracos no assoalho e nas paredes e tampar a caixa de água.

Dengue
Em Curitiba não há uma infestação da doença, mas existem áreas com incidência de focos do mosquito. Neste ano já foram identificados 331 focos e pela primeira vez foram registrados dois casos de pacientes que contraíram a doença aqui mesmo na capital. Anteriormente aconteceram situações de pessoas que foram infectadas durante viagens para outras cidades e em seguida retornaram para Curitiba.

Nas áreas de intervenção da Cohab muitas famílias tiram o sustento do trabalho com materiais recicláveis. O acúmulo destes materiais no terreno aumenta as chances da formação de um criadouro do mosquito  Aedes Aegypti. A orientação aos técnicos da Cohab é para que incentivem estas pessoas a organizarem o local de trabalho, e para que vendam diariamente o material separado, evitando o acúmulo.

Contudo, a orientação para evitar a formação de criadouros não é somente para este público, vale para todas as outras residências. Qualquer lugar que junte água parada pode servir para o mosquito depositar seus ovos, desde uma tampinha de garrafa até uma casca de ovo. A atenção precisa ser contínua, daí a importância dos técnicos estarem sempre em área reforçando junto à população os cuidados necessários.

« voltar
 

Rua Barão do Rio Branco, 45 - Centro - Curitiba - PR | CEP: 80010-180 | Fone: 0800-413233 - (41) 3221-8100

Desenvolvido por GPA'prospera