Publicado em 12/16/2014 5:18:16 PM

70% dos mutuários da Cohab pagam prestações de até 20% do salário mínimo

Se a comparação for feita com base no custo de um aluguel, o financiamento é mais vantajoso

Setenta por cento dos mutuários da Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab) pagam prestações de seus financiamentos com valores de até 20% do salário mínimo nacional – ou R$ 144,80 mensais.

Se for considerado o custo de aluguel de um imóvel de dois quartos em bairros onde a Cohab atua, como Tatuquara, CIC ou Pinheirinho (onde os preços de locação variam entre R$ 450 e R$ 600), o valor das prestações é mais vantajoso.

Nada menos do 93,5% dos mutuários têm parcelas mensais de até R$ 289,60 (o equivalente a 40% do salário mínimo). Isso significa que apenas 6,5% das pessoas que compraram imóveis da Cohab pagam por mês mais do que 40% do salário mínimo.

O levantamento com os valores de prestações da Cohab foi feito com base no número de mutuários com contratos ativos (ou seja, que estão com prazo de retorno vigente). Nesta situação, estão 12.409 mutuários.

No entanto, há outros 7.231 contratos com prazo de financiamento já esgotado, mas que ainda mantém pendências de pagamentos e que devem fazer a regularização de seus débitos para obter a quitação dos imóveis.

Os dados levam em conta as diversas linhas de financiamento mantidas pela Cohab, incluindo contratos do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), do Fundo Municipal de Habitação (FMH) ou da chamada carteira própria, constituída por famílias atendidas em empreendimentos construídas com recursos da Companhia.

Diferenças – “Os valores de prestação são bem diferenciados, pois dependem da combinação de muitas variáveis levadas em conta na data de assinatura dos contratos, como taxa de juros, tempo de financiamento, índice de correção, sistema de amortização e outros”, explica o presidente da Cohab, Ubiraci Rodrigues.

A menor prestação de mutuário cobrada pela Cohab é, hoje, de R$ 2,54 – valor que não paga os custos de emissão e envio do boleto pelo Correio e mais o custo de autenticação bancária. Somados, estes itens representam uma despesa de R$ 3,33 para a Companhia.

Entre os 12 mil mutuários, há 16 com contratos ativos que pagam mensalmente parcelas inferiores a R$ 10. Outros 38 têm prestações entre R$ 11 e R$ 20 mensais e há mais 45 com parcelas entre R$ 21 e R$ 30.

Estes casos referem-se a financiamentos antigos, vinculados ao Sistema Financeiro da Habitação (SFH), alguns deles às vésperas de encerramento do prazo contratual.

Patrimônio – “Isso demonstra que, mesmo a médio prazo, a compra de um imóvel do programa habitacional do município representa um ganho difícil de ser superado por qualquer outro tipo de investimento. E o melhor é que se trata de um investimento que garante a construção de um patrimônio e a segurança da família”, diz Rodrigues.

Por isso, segundo ele, é que a Cohab, sempre que entrega um imóvel, alerta os mutuários para que não vendam o bem. Como eles são atendidos em empreendimentos construídos com recursos públicos (municipais ou federais) e contam com subsídio para aquisição ficarão impedidos de contratar um novo financiamento, caso se desfaçam da unidade.

A restrição vale tanto para os conjuntos da Cohab quanto para os imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida. Neste caso, o mutuário tem seu nome inserido no cadastro único do governo federal, que alcança todo o país.

Quem já foi atendido pela Cohab, em qualquer uma das linhas de financiamento, não consegue também fazer uma nova inscrição na fila, pois o sistema identifica o CPF tanto do titular quanto do cônjuge.

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