Publicado em 12/17/2014 3:44:56 PM

Cohab reassenta 13 famílias da Vila Acrópole, no Cajuru

Elas deixaram a margem do rio Atuba e foram transferidas para unidades construídas com recursos do Fundo Municipal de Habitação de Interesse Social

A Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab) transferiu nesta quarta-feira (17) um grupo de 13 famílias que viviam na margem do rio Atuba, na área conhecida como Vila Acrópole, localizada no bairro do Cajuru. A transferência foi feita para o empreendimento Moradias Irati, que fica nas proximidades da Vila.

Agora, as famílias ribeirinhas irão morar em casas de alvenaria, com 33 metros quadrados e dois quartos, construídas com recursos do Fundo Municipal de Habitação de Interesse Social (FMHIS). O investimento na construção das 13 unidades foi de R$ 483,3 mil.

O reassentamento está incluído entre as ações do projeto de urbanização da Vila Acrópole, que conta com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e que deve beneficiar um total de 1,2 mil famílias. Os recursos totais aplicados no projeto somam R$ 18,3 milhões, incluindo o empréstimo do BID (17,6 milhões) e mais a participação do município, por meio do  FMHIS (669,2 mil).

De acordo com o projeto, 213 famílias que têm domicílios na faixa de proteção do rio Atuba ou em pontos de insalubridade serão reassentadas. As demais permanecerão no mesmo lugar onde vivem e serão atendidas com obras de urbanização, que também estão em execução. Elas incluem a implantação das redes de drenagem e de água e esgoto.

“A intervenção na Vila Acrópole trará benefícios para todos os moradores, melhorando as condições locais e trazendo ganhos ambientais para a região, pois a faixa do rio Atuba que estava comprometida pela ocupação indevida será recuperada”, diz o presidente da Cohab, Ubiraci Rodrigues.

Presente de Natal – Para Anderson Ramos Elísio, auxiliar de serviços gerais, a casa no Moradias Irati “foi o melhor presente de Natal da vida”. Ele está casado há 15 anos com Tatiane Pereira Elísio e, segundo conta, eles nunca tiveram um lugar decente para morar. “Sempre dependemos do favor dos parentes”, relembra.

Há sete anos, os dois e mais os filhos (um menino de 14 anos e outro de seis) se mudaram para a Vila Acrópole e foram viver em um barraco na beira do rio. Ali, o perigo era constante, principalmente em dias de chuva. Há um ano, já cadastrados pelo serviço social da Cohab, eles resolveram sair do lugar e alugar temporariamente um imóvel na mesma região, enquanto aguardavam o reassentamento. “A casa é ótima. Estamos muito felizes”, disse ele.

O inspetor de cargas Dimael Almeida Ribeiro e sua esposa, Danieli Paes, têm uma história parecida. Eles haviam comprado há seis anos o “direito” de um terreno na beira do rio (transação que, apesar de não ter nenhum valor legal, é muito comum nas áreas de ocupação irregular). Com uma filha de 14 anos, eles viviam sob risco permanente e, no ano passado, resolveram demolir a construção existente no local e morar nos fundos da casa da mãe de Danieli, na mesma Vila Acrópole. “Na nova casa, vamos ficar bem melhor. É uma benção que estamos recebendo”, disse Dimael.

Kelly Fernandes de Sena e o marido Adilson de Souza trabalham com coleta de material reciclável e saíram da Vila Camargo há três anos para se instalar nos fundos do terreno de uma cunhada na Vila Acrópole. Viviam em uma casa de madeira, com duas peças, com as duas filhas, de 13 e sete anos. A moradia nova tem dois quartos e, segundo Kelly, vai acomodar melhor a família e também trazer mais segurança. “As meninas vão crescer num ambiente melhor e mais tranquilo”, falou ela.

Reassentamentos – O Moradias Irati faz divisa com a Vila Acrópole e já havia recebido outras 23 famílias da área. O empreendimento ainda tem três casas que estão em construção e que também estão destinadas a moradores da área. A infraestrutura do empreendimento já havia sido executada anteriormente.

Além do Moradias Irati, outro conjunto está sendo implantado na vizinhança da Vila Acrópole para abrigar famílias em situação de risco. Trata-se do Moradias Alamanda, com 75 unidades, entre casas e sobrados. Os demais 99 reassentamentos previstos no projeto serão efetivados em casas que estão sendo construídas na própria Vila Acrópole, em locais que estavam livres e não têm impedimento para uso habitacional.

 

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