Publicado em 12/30/2014 11:39:09 AM

Programa habitacional entregou 4,87 moradias por dia em 2014

A programação de entregas foi encerrada em dezembro, com a liberação de 144 apartamentos na Santa Cândida

Com a entrega de 144 apartamentos na Santa Cândida, no último dia 20, o  programa habitacional do município fechou o ano de 2014 com um total de 1.777 unidades liberadas para a sua clientela – incluindo famílias inscritas na fila da Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab) e moradores de áreas de risco que foram reassentados.

As 1,7 mil unidades entregues representam uma média de 4,87 moradias por dia, na cidade. Se forem considerados os números alcançados no ano passado, quando foram liberadas 4.954 unidades, a média diária de novas moradias nos dois anos salta para 9,23.

O acumulado nos dois anos da atual gestão, 6.731 unidades, é superior ao total registrado nos dois anteriores, 3.666. A média anual que hoje é de 3.359 unidades era, então, 1.833.

“A entrega de moradias é uma das ações mais gratificantes na gestão pública porque ela representa de forma efetiva a melhoria da qualidade de vida para as famílias atendidas. Quem está em área de risco ganha dignidade e quem sai da fila deixa de pagar aluguel ou morar de favor e começa a construir um patrimônio”, diz o prefeito Gustavo Fruet.

Minha Casa, Minha Vida – O último empreendimento entregue este ano, o Residencial Paineiras, beneficiou famílias inscritas no cadastro da Cohab, inseridas na chamada faixa 2 do programa Minha Casa, Minha Vida, que financiou as obras. Neste segmento, os beneficiários têm renda entre R$ 1.601 e R$ 3.275.

Com os 144 apartamentos, o número de famílias da fila atendidas em 2014 alcançou 954. Neste total, estão incluídas 560 famílias da faixa 2 e mais 394 famílias da faixa 1 do programa MCMV, destinada a quem tem renda de até R$ 1.600 mensais.

O restante das unidades entregues em 2014, que corresponde a 823 moradias, foi direcionada para famílias que moravam em situação de risco em áreas de ocupação irregular e haviam sido cadastradas nas áreas de origem pelo serviço social da Cohab.

Os reassentamentos alcançaram 25 Vilas, de diferentes pontos da cidade. A maior parte dos reassentados saiu da beira de rios e foi morar em unidades construídas com recursos do Minha Casa, Minha Vida.

O programa financiou as obras de 606 unidades de reassentamento, entre casas, sobrados e apartamentos, enquanto 189 foram construídas com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e contrapartida do município.

Há, ainda, nesta conta mais 24 unidades de reassentamento que contaram com financiamento do Fundo Municipal de Habitação de Interesse Social (FMHIS).

Outras quatro unidades, erguidas com sistema construtivo alternativo no bairro CIC, foram doadas à Cohab pela empresa detentora da tecnologia. Essas casas, agora, passarão por avaliação pós-ocupação com a participação das famílias beneficiárias.

Subsídio – O programa MCMV é hoje a principal fonte de recursos do programa habitacional do município e financiou também a construção das unidades destinadas ao atendimento da fila de inscritos, nas duas faixas de renda que integram o segmento chamado de interesse social.

Neste nicho que é o principal foco do programa habitacional do governo federal, a vantagem para as famílias é a concessão de subsídio para a aquisição de unidades.

O subsídio é especialmente relevante para a chamada faixa 1, no qual a prestação mensal varia entre R$ 25 e R$ 80 e o prazo de pagamento não ultrapassa 10 anos, sem nenhum resíduo para pagamento adicional. Com isso, o valor pago pela família corresponde a apenas 10% do custo do imóvel.


Já na faixa 2, o desconto é menor, variando entre R$ 2,1 mil e R$ 17,9 mil, de acordo com a renda familiar. A concessão do benefício é inversamente proporcional aos rendimentos e, na prática, corresponde a um desconto aplicado sobre o custo do imóvel (hoje em torno de R$ 100 mil).

“O subsídio é importante porque garante o acesso à casa própria às famílias que certamente não teriam condições de contratar um financiamento no mercado”, diz o presidente da Cohab, Ubiraci Rodrigues.

Região norte – As entregas de unidades em 2014 levaram o programa habitacional a ocupar uma região onde ele não estava tão presente, no norte da cidade. Durante muitos anos, a atuação da Cohab esteve concentrada no sul, onde as condições de topografia, com áreas mais planas, e a oferta de terrenos com preços mais acessíveis, eram condições que facilitavam a concretização de projetos.

A partir de 2010, esta situação se inverteu e a região norte passou a receber mais empreendimentos. Em 2014, das 1,7 mil unidades entregues, 65% estão localizadas no bairro Santa Cândida, em três Residenciais, o Imbuia, com 560 unidades; o Aroeira, com 440; e o Paineiras, com 144.

O atendente de farmácia Anderson Francisco Antunes é um dos novos moradores da Santa Cândida. Desde o mês de julho ele está instalado com a mulher e a filha de um ano num dos 80 apartamentos do condomínio Imbuia I e  considera que a sua vida mudou muito depois que conseguiu a casa própria.

E não poderia ser diferente. Afinal, antes de se inscrever na fila da Cohab, ele havia passado por uma experiência difícil, morando por quatro anos na rua. Assistido pela rede de proteção social do município, teve apoio da Fundação de Ação Social (FAS) para conseguir emprego e candidatar-se a um imóvel.

Antunes foi sorteado para o apartamento do Imbuia na cota de pessoas vulneráveis, que destina 3% das unidades para pessoas em situação de risco social. Na mesma época em que ocorreu o sorteio, ele casou e, em 2012, nasceu sua filha. Para completar a sensação de bem estar com a vida nova que conquistou, só faltava a casa, que chegou este ano. “Reescrevi a minha história”, diz ele.

A mesma sensação de recomeço tem a diarista Mariusa de Moraes, que também mudou em julho para o Residencial Imbuia II, com o marido e quatro filhos. Ela conseguiu o apartamento por meio de sorteio entre os inscritos na fila.

Nos últimos anos, a família havia trocado duas vezes de endereço, deixando uma casa alugada na Barreirinha e indo morar em uma área irregular, que alagava frequentemente. Na ocupação, a condição de moradia era bem precária e, por isso, Mariusa comemorou a mudança para o apartamento. “Meus problemas ficaram no passado”, falou.

Obras – Além dos atendimentos efetivados em 2014, o programa habitacional do município chega ao final do ano com 2.107 unidades em obras, das quais 1.518 utilizam recursos do programa Minha Casa, Minha Vida e 589 são unidades financiadas com recursos do governo federal (Programa de Aceleração do Crescimento – PAC), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e município (orçamento e Fundo Municipal de Habitação de Interesse Social – FMHIS).

As obras que a Cohab executou este ano incluem também intervenções previstas em projetos de urbanização em Vilas com infraestrutura precária ou inexistente. De janeiro a dezembro foram contabilizados 3,6 quilômetros de ruas abertas e/ou pavimentadas; 2,9 quilômetros de rede de drenagem e 1,3 quilômetro de redes de água e de esgoto.

Além disso foi construída uma unidade para tratamento de esgoto doméstico  no Moradias Faxinal – área de reassentamento localizada na Santa Cândida, em ponto do bairro que ainda não é atendido pela rede de coletores da Sanepar.

As obras de infraestrutura beneficiaram vilas do bolsão Audi e União, no Uberaba; Bela Vista da Ordem, Beira Rio e Ludovica, no Tatuquara; Torres, no Prado Velho; Menino Jesus, no Cajuru; Lorena, no Uberaba; Formosa, no Novo Mundo. Deste conjunto de obras também constam intervenções em alguns empreendimentos da Cohab como os Moradias Evangélicos e Santa Rita, no Tatuquara; e Moradias Arroio, na CIC.

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